a sétima arte aqui exposta e criticada, desde Grande Hotel até Marley e Eu.
domingo, 19 de dezembro de 2010
15/15
1. Ganhar um Oscar de Melhor Diretor
2. Me tornar um nadador profissional
3. Ir em pelo menos um show de um artista que sou fã
4. Viajar de avião
5. Viajar de navio
6. Andar num submarino
7. Aprender a trocar pneu de carro
8. Aprender a falar inglês fluentemente
9. Aprender a dar uma "estrela"
10. Escrever um livro
11. Conhecer Hollywood
12. Fazer parte da plateia do "Pânico" por um domingo
13. Ganhar meu próprio carro (de preferência um Punto kkk)
14. Conseguir dormir apenas 3 horas por noite (e me manter disposto)
15. Pular de para quedas (?)
sábado, 23 de outubro de 2010
O Quarto do Pânico (2002)

Uma verdadeira batalha entre gato e rato te espera em "O Quarto do Pânico". O filme, realizado em 2002 sob direção de David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button), nos traz Jodie Foster vivendo a mulher recém-divorciada que, juntamente com a filha (Kristen Stewart), procura outro lar para viver. Quando as duas adquirem um casarão no centro de Manhattan, sequer imaginam que há um cofre secreto com uma grande fortuna dentro do local. E pior: três bandidos invadirão a casa na próxima noite. O suspense está montado. Ao perceber a presença dos meliantes, ela e sua filha se escondem no quarto que dá nome ao filme, que é revestido de aço. Porém, as coisas estão só para começar. O dinheiro que os ladrões procuram está justamente dentro do quarto do pânico. As duas podem acompanhar os seus movimentos através do circuito de câmeras, mas não podem ouvi-los. O contrário acontece com os bandidos, que não podem vê-las, mas sim escutá-las.
Fincher conduz com maestria este thriller, que destaca, sobretudo, a força da luta pela sobrevivência e do amor maternal. Outro detalhe interessante é a escala de maldade mostrada nos três bandidos. Um deles é verdadeiramente cruel, um nem tanto e o outro, brilhantemente vivido por Forest Whitaker, pasmem, é bondoso. Prepare-se para momentos de tensão e reviravoltas surpreendentes neste filme, que pode com facilidade ser encaixado na lista dos dez maiores suspenses dos anos 2000.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Vício Maldito (1962)
O diretor Blake Edwards nos brinda com uma terrível viagem pelo mundo do álcool em "Vício Maldito", de 1962. É a história de Joe (Jack Lemmon) que conhece a chocolátra Kirst (Lee Remick) e logo na primeira oportunidade a convida para jantar. Tudo ocorre perfeitamente bem na ocasião. Joe propõe um drink à Kirst, que recusa, dizendo não beber. Eis que ele pede ao garçom um drink especial de chocolate. É o primeiro passo para que o casal engatilhe uma sequência de anos mergulhados no vício do álcool. A temática, milimetricamente conduzida por Edwards e sua equipe, já havia sido o enfoque principal de "Farrapo Humano", de 1945. Nele, nos deparamos com o álcoolatra interpretado por Ray Milland, que já em estágio avançado, é capaz de qualquer coisa para obter o próximo gole de bebida. Em "Vício Maldito", por sua vez, podemos acompanhar gradativamente os efeitos e consequências provocados pelo consumo desenfreado de álcool, além do grau de dependência à que ele chega a vitimar o casal.
À medida que o filme avança, nos colocamos em dúvida: o verdadeiro amor que o casal é rodeado seria unicamente pela garrafa de bebida? O final dispensa comentários. "Vício Maldito" foi indicado em 5 categorias do Oscar, entre ator (Lemmon) e atriz (Remick). Faturou a estatueta de melhor canção original, por "Days of Wine and Roses", de Henry Mancini.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A dieta do Palhaço

Você gostaria de comer sanduíche e beber refrigerante todos os dias? Para muitos, um sonho. Para outros, nem tanto. Em 2004, o americano Morgan Spurlock resolveu realizar uma façanha alimentícia até então inédita: passar 1 mês se alimentando somente de produtos Mc Donald's. A experimentação, registrada em vídeo e lançada como o documentário "Super Size Me" foi um tapa na cara das redes de fast food. Recheado de estatísticas, o filme nos mostra dados impressionantes sobre a sociedade norte-americana, que naquele ano era considerada a mais obesa do planeta, e ainda detém o título mundial.
Spurlok realizou uma série de exames médicos antes de iniciar a dieta. Recebeu acompanhamento de vários profissionais da saúde, como cardiologistas e nutricionistas. Ao longo das semanas, acompanharemos o repetitivo cotidiano do rapaz, que já no 3º dia sente forte desconforto estomacal. Paralelamente, há histórias e entrevistas com os mais diversos tipos de pessoas, desde atendentes até consumidores dos lanches. Em determinado momento, são selecionadas cerca de cinco crianças, que devem responder qual é a personalidade mostrada em fotografia. Todas reconhecem o palhaço Ronald McDonald, que simboliza a rede de lanchonetes. Porém, todas elas inacreditavelmente desconhecem a figura de Jesus Cristo. Através deste fato, é possível observar tamanha a influência da marca, dentro e fora da mídia.
Na metade do mês, Spurlok já sentia frequentemente os efeitos decorrentes da má alimentação. Seu colesterol havia subido 65 pontos, ultrapassando o limite recomendável. A sua esposa, curiosamente vegetariana, percebeu queda no rendimento sexual do marido, que já possuía dificuldade até mesmo na ereção, além da perda de vigor na cama. Durante todo este mês, ela já estava elaborando a dieta desintoxicante, que o marido deveria seguir após sua experimentação. No último dia, Spurlok afirmou que não via a hora de comer outra coisa, além de sanduíches, refrigerantes e sorvetes. Resultado final: ganho de 10 quilos de peso, desgates físicos e emocionais, incluindo dores de cabeça, estomacais e constantes momentos de baixo astral. O rapaz demorou mais de um ano para recuperar a sua velha forma.
O filme serve como uma fábula moderna, destacando também a resistência das empresas alimentícias, que não procuram modificar as suas opções de produtos, tampouco suas tabelas nutricionais. Em uma das entrevistas, sobre qual deveria ser a frequência de consumo de lanches e guloseimas do gênero, a resposta das nutricionistas foi unânime: NUNCA!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Carrie, a estranha

A garota é educada neuroticamente pela mãe, uma fanática religiosa, vivida pela brilhante Piper Laurie. Carrie, cuja rotina é banhada pelo sofrimento, mal acredita quando é convidada para ser o par de um dos garotos de sua sala durante o baile de formatura. A príncipio ela não aceita, com medo de ser apenas mais uma brincadeira, e também por medo da mãe, que a repreende violentamente. Por fim, ela vai ao vaile. A supresa é maior ainda quando ela e Tommy são eleitos o casal preferido da noite. No entanto, o filme, que parecia terminar bem, toma outro bizarro e surpreendente final.
No longa podemos nos deparar com um jovem John Travolta, ainda em um dos seus primeiros trabalhos no cinema. A história de Carrie, originalmente escrita pelo mestre Stephen King, rendeu uma segunda versão ao filme, realizada para a televisão norte-americana, em 2002.
domingo, 26 de setembro de 2010
Pequena Miss Sunshine - She's alright, she's alright

A grande surpresa de 2006, o divertidíssimo "Pequena Miss Sunshine" calou a boca dos que diziam que um filme só é realmente bom quando ocorrem altos investimentos para realizá-lo. O longa de Jonathan Dayton e Valerie Faris demorou vários meses para ser concluído. Para se ter uma ideia, Steve Carrel ainda não havia filmado "O Virgem de 40 Anos", de 2005, que o consagrou como um das grandes revelações da comédia, quando topou atuar em "Pequena Miss Sunshine". Tudo começa quando Olive (Abigail Breslin) assiste pela televisão ao concurso de beleza pré-adolescente que dá nome ao filme. O sonho da garota é desfilar na passarela do evento e concorrer ao prêmio principal.
A família de Olive, no entanto, é desunida, e a príncipio se mostram totalmente desinteressados a encarar horas e horas de viagem para levar a menina ao concurso. Tampouco apoiam seu desejo. Cabe ao pai (Greg Kinnear), convencer todos de, enfim, pegar a estrada na perua amarela, veículo que simbolizou o filme. Ao longo do passeio, prepare-se para muitas surpresas e revelações. A família finalmente entrará em sintonia e passará por momentos inesquecíveis, embalados primordialmente pelo bom humor, pitadas de drama e com uma trilha sonora maravilhosa. Viaje pelos fantásticos mundos particulares de um garoto que sonha ser piloto de avião, um homem que ainda sofre com o fim de seu relacionamento e um avô viciado em drogas. O filme conta com um elenco competente, como Toni Colette (O sexto sentido) e Alan Arkin (Um clarão nas trevas), que faturou o Oscar de melhor ator coadjuvante daquele ano.
O enorme sucesso desta produção talvez se deva à simplicade e lealdade com que foi conduzida, qualidades tão raras de se ver atualmente no universo hollywoodiano. Considerado pelos críticos como um dos 1001 filmes inesquecíveis de todos os tempos, "Pequena Miss Sunshine" se consolidou como uma das obras mais fieis da nossa geração e se tornou um clássico dos anos 2000. Realmente imperdível.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
KILL BILL ! \o/

Talvez uma das series de filmes mais marcantes e representativas dos anos 2000, a saga Kill Bill, de Quentin Tarantino, trouxe personagens e momentos iconicos para a historia do cinema. O longa eh narrado descronologicamente, de forma que nao eh possivel dividi-lo em começo e meio. Apenas o final esta em seu devido lugar, apos uma sequencia de flashbacks. Eh a historia de Beatrix Kiddo, ex-participante de uma facçao criminosa que a espanca e a deixa a beira da morte, gravida e durante o seu casamento. Apos acordar de um coma de quatro anos, ela busca vingança.
O modo como Tarantino conduz a sua obra, valorizando acima de tudo o som e a imagem, fez desses filmes verdadeiros marcos da cultura pop contemporanea. Ha momentos de extrema violencia, mas que sao firmemente atenuados pela trilha sonora e humor negro cuidadosamente selecionados. A primeira parte da saga foi considerada pelos criticos como um dos 1001 filmes imperdiveis de todos os tempos. No entanto, o melhor momento, na minha opiniao, se encontra no Volume II, com o duelo empolgantemente divertido entre A Noiva (Beatrix Kiddo) e Elle Driver (a caolha inescrupulosa).
*os acentos do meu teclado mandaram lembrança ;*
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Muito além do Jardim
Em 1979, o diretor Hal Ashby, até então desconhecido do grande público, ousou adaptar a obra de Jersy Konzinsky: "Being There". O astro Petter Sellers, consagrado pela série de filmes da Pantera Cor de Rosa, chegou a mandar um telegrama para Konzinsky, demonstrando a sua enorme vontade de interpretar a personagem principal. Pois bem, Ashby realizou um dos maiores filmes daquele ano: "Muito Além do Jardim". Nele, o funcionário Chance (Sellers) é obrigado a encarar a vida de frente após a morte do patrão. Não seria um grande problema se ele soubesse como era a vida real. O fato é que Chance jamais havia saído da mansão em que trabalhava, e desde criança uma das suas poucas companhias era o jardim que cuidava e a televisão . A cena da saída do jardineiro da casa é embalada pelo tema do "Homem na Lua", metaforizando os primeiros passos de um homem em um território totalmente desconhecido.
O destino, por sua vez, é gentil com Chance, que após prensar a perna na limusine de um magnata (Melvyn Douglas, em papel que lhe deu o Oscar), é convidado por ele e sua esposa Eve (Shirley MacLaine) à passar a estadia de recuperação em seu casarão. Ao longo do filme, Chance conhece o então presidente americano, e se torna uma famosidade nacional, devido ao seu bom humor e vocabulário sucinto. Na verdade, o jardineiro beira o retardo mental e desconhece o significado da maioria das palavras, se restringindo à proferir as mais básicas do cotidiano, como "sim", "não" e "obrigado". Mesmo assim, ele conquista o coração de Eve, puramente pela sua simplicidade.
O filme se desenvolve em tom de fábula, cuja moral da história mostra quão a realidade pode ser diferente fora das telas, que se acompanhadas em exaustão, acabam alienando o público e limitando significativamente a capacidade de raciocínio, como ocorreu com Chance.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Bio - Joan Crawford

Hollywood sempre nos brindou com grandes filmes e estrelas da sétima arte. Joan Crawford foi uma delas. Nascida em 1905, salvo
controvérsias, era filha de pais separados e iniciou sua trajetória no cinema com 20 anos de idade, no filme "Lady of the Night", como
dublê da atriz Norma Shearer. Na época, Crawford ostentava um visual simples e sorriso singelo, sendo automaticamente
escalada para papéis secundários, como aconteceu em 1927, em "O Monstro do Circo", com Lon Chaney, que resultou
no que seria provavelmente o pontapé inicial para o estrelato.
Nos início dos anos 30, eis que explodia a sua mais expressiva beleza, adotando agora cabelos mais bem tratados, corpo mais magro
e, um novo sorriso, privilegiado naturalmente com o passar destes últimos anos. Em "Grande Hotel", considerado o primeiro filme
all-star da história, conta-se que Crawford e Greta Garbo não queriam contracenar juntas. Curioso ou não, Crawford roubou
a cena e se tornou a grande personagem do filme, acima mesmo da protagonista Garbo.
"Grande Hotel" faturou o Oscar de Melhor Filme de 1932, e realmente foi um divisor de águas na Trajetória Crawford.
Os anos 30 foram marcados também pelas parcerias com Clark Gable (foram oito filmes no total), que renderam milhões aos bolsos
dos chefões da Metro Goldwyn Mayer.
Joan Crawford foi a principal "veneno de bilheteria" desta década, sendo apelidada pelos críticos de cinema como "The Face", ou na livre
tradução, "O Rosto". A sociedade assistia aos seus filmes mais pelo peso de seu nome do que pelo seu potencial artístico, ainda imaturo.
No início dos anos 40, Joan sofreria declínio na vida pessoal e profissional. Seu primeiro marido a abandonava e a MGM estava
descontente com o seu desempenho nas bilheterias, claramente pior do que era há 5 ou 6 anos. A grande chance estaria em integrar o elenco
de "... E o vento levou", de 1939, para interpretar a lendária Scarlett O' hara. No entanto, o papel, como todos sabem, ficou com Vivien Leigh.
A estrela perdia seu brilho. Seu novo apelido era "pé-frio", e nada parecia como antes. Seu último filme no estúdio do leão foi "Os insuspeitos", com
Fred MacMurray, em 1943. A partir daí sua carreira ficaria estagnada.
No entanto, em 1945, Crawford foi contratada por Jack Warner, para fazer parte do seu time de astros. E o produtor colocou fé na atriz. A escalou para o
papel principal do novo filme de Michael Curtiz, diretor que ainda era prestigiado pelo sucesso de Casablanca, há dois anos. "Mildred Pierce" era o nome
do filme e da personagem vivida por Crawford. O melodrama, que intensificou o gênero noir, popular nos anos 40, foi um enorme sucesso. Recebeu seis
indicações ao Oscar, incluindo "Melhor Atriz", o qual Joan arrematou naquele ano, com uma forte febre em sua cama.
Começava uma nova era. Joan Crawford era a fênix do cinema. Sua carreira estava em resurreição, e ela finalmente recebia o status
de estrela absoluta e incontestável. Nos anos seguintes ela engatilharia uma sequência de excelentes filmes, como "Acordes do Coração", "Fogueira de Paixão", que
rendeu sua segunda indicação ao Oscar, "Daisy Kenyon", de Otto Preminger e "Caminho da Redenção", segunda e última parceria com Curtiz.
Uma nova década se iniciava, e Crawford certamente tinha medo de sofrer outra suposta reviravolta em sua carreira. Realmente ela aconteceria. Após três
filmes com o diretor Vincent Sherman, entre 1950 e 1951, Crawford abandonaria os estúdios Warner. Seu primeiro longa como estrela independente, "Precipícios
d'Alma", por sua vez, trouxe muita insegurança para ela. O "galã" Jack Palance era com certeza o menos atraente com quem ela já tinha trabalhado. No entanto,
o filme foi um estouro de bilheteria, e indicou Crawford pela terceira e última vez ao Oscar.
Posteriormente, a atriz adotaria uma postura mais versátil na escolha de seus papéis. No ano seguinte após "Precipícios d'Alma", ela participou do musical "Se eu soubesse amar", o primeiro longa colorido de sua carreira. A seguir, em 1954, o faroeste "Johnny Guitar", o suspense "Frenesi de Paixões" e os dramas "Os amores secretos de Eva" e "Folhas Mortas" concluiriam a sua meta de versatilidade para aquela década. Em 1958, ela participaria pela primeira vez como coadjuvante após mais
de 20 anos, em "Sob o Signo do Sexo", encerrando seus trabalhos dos anos 50, e se dedicando agora paralelamente à diretoria da Pepsi Cola.
Uma nova década entrava, e mais uma vez, Crawford temia possíveis declínios em sua vida. Poderia ser, afinal ela estava há dois anos sem atuar e só em 1962 teria uma nova oportunidade no ambicioso "O que terá acontecido à Baby Jane?", ao lado de sua rival de profissão Bette Davis. Foi um duelo de titãs, tanto nos bastidores como nas cenas deste suspense dirigido por Robert Aldrich, que foi o maior sucesso da Warner desde Casablanca.
Após a enorme repercurssão do filme, Crawford foi sondada novamente por Aldrich para viver Miriam, a prima de Bette Davis em "Com a maldade na Alma". No entanto, as divergências entre as duas damas de Hollywood impossibilitaram a presença de Joan no longa. Mesmo assim, "The Face" resolveu investir seu talento no gênero terror, e no final de 1963, fez uma parceria com o diretor William Castle, na época considerado o mestre do terror, e protagonizou "Almas Mortas" e "Eu vi que foi Você".
Em 1968 e 1970, ela faria os dois últimos longas de sua carreira, "Berserk" e "Trog", ambos filmes B, considerados fracos diante dos outros que participou. E assim, encerrava a sua trajetória de 45 anos dedicados à sétima arte.
Não faltaram convites para filmes na década de 70. No entanto, Crawford já havia deixado bem claro em uma participação na série "The Lucy Show", que não queria mais atuar, embora as pessoas sentissem sua falta nas telonas. Em 1977, a atriz faleceria em seu apartamento em decorrência de um câncer.
domingo, 15 de agosto de 2010
Sangue e água

O maior sucesso de Alfred Hitchcock é também o mais eternizado de todos. "Psicose", de 1960, consagrou definitivamente o mestre do suspense, se tornando um clássico instântaneo do terror. Várias são as menções, paródias e homenagens ao filme. A cena do assassinato no chuveiro, bem como sua famosa trilha sonora, entrou para a lista das cenas mais memoráveis do cinema de todos os tempos. Conta-se que essa cena demorou semanas para ser concluída, visto que era filmada por dezenas de câmeras. Uma ambiciosa filmagem para a época.
O longa narra a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba pequena fortuna de seu chefe. Sua fuga pela estrada é embalada pela trilha sonora tensa, até que após um dia de viagem ela se depara com um hotel de estrada. Lá, é recebida pelo próprio dono do estabelecimento, Norman (Anthony Perkins, no papel que o rotulou). Assim, Marion adentra no quarto, tira as roupas, entra no chuveiro e o resto você já sabe, ou pelo menos imagina.
No setor de coadjuvantes, há brilhantes artistas, como Vera Miles, uma das preferidas de Hitchcock. Ao longo da trama, veremos destacadamente o conturbado relacionamento entre Norman e sua mãe. Tema, aliás, frequentemente utilizado pelo diretor, bem como o mocinho injustiçado e perseguido.
"Psicose" contou com um baixo orçamento. Hitchcock, conforme contrato, deveria realizar um filme em pouco tempo e com pequenos custos. Foram tostões que valeram a pena. O longa foi calorosamente recebido pelos espectadores. As críticas foram mornas. Obteve 04 indicações ao Oscar, incluindo Diretor para Hitchcock e Atriz Coadjuvante para Leigh.
O filme teve três sequencias. Todas elas extremamente inferiores ao clássico de Hitchcock.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Taxi Driver
