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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Menos é mais?


Já assisti vários filmes de várias décadas e nenhum me agradou tanto (a tal ponto de ser considerado o meu predileto) como "Quem tem medo de Virginia Woolf?", de 1966, com Elizabeth Taylor e Richard Burton. Um marco, uma verdadeira obra-prima de Mike Nichols. O primeiro filme p&b que assisti.. foi em 2007 e ainda lembro como se fosse ontem: eu, do nada, resolvi assistir aquele filme, sem maiores motivos. Já havia começado há 20 minutos, mas ainda assim fiquei totalmente preso àquele contexto: dois casais protagonizando uma verdadeira troca de farpas, uma lavação de roupa suja na sala daquela casa bagunçada.

Curiosamente aquela mesma sala seria o principal cenário do filme, que não possuía mais do que cinco destes. Não bastasse isso, eram apenas quatro personagens na trama: Martha (Liz Taylor), George (Burton), Honey (Sandy Dennis) e Nick (George Segall); justamente os dois casais briguentos que eu citei há pouco.

À medida que a madrugada avança, as verdades e calúnias são disparadas na mesma proporção, minuto a minuto, embalados por risos, choros e whisky, todos compartilhados no mesmo momento, tendo como plano de fundo uma trilha sonora leve e profundamente nostálgica.

A partir daí levanto uma questão: menos é mais? Filmes com menos personagens e cenários (com um bom roteiro e atuações, claro) são mais promissores do que um filme de grandes proporções e investimentos? Vale realmente gastar mundos e fundos em um longa que não tenha boa produção e direção, ainda que com um bom elenco? Ou tudo é questão de sorte maior mesmo? Na minha opinião são as duas coisas: um bom alicerce e um ponto para a sorte.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Colírio para os olhos (literalmente!)


Além de grandes filmes, o cinema nos ofereceu vários rostinhos bonitos ao longo de quase seu centenário de vida. Hoje então trataremos de algumas destas faces avantajadas (e com talento, claro) de cinco divas da sétima arte, em um top criado por mim:

5º Lugar - Naomi Watts

Além de versátil em seus diversos filmes, passando pelo terror esmagador de "O Grito" (2002), o remake premiado de "King Kong" (2005) e o dramático "O despertar de uma Paixão" (2006), Naomi Watts, com seus maduros 41 anos, fica cada dia mais linda: loira e olhos azuiz, uma beleza verdadeiramente angelical.

4º Lugar - Jane Fonda

A eterna Barbarella continua linda até hoje, no auge dos seus 71 anos, ainda que devido à vários tratamentos e cirurgias. Jane Fonda, com 2 Oscars no currículo nos brindou com filmes inesquecíveis como Amargo Regresso (1978) e Síndrome da China (1979); neste último ela aparece soberbamente deslumbrante ao lado do astro Jack Lemmon.

3º Lugar - Audrey Hepburn

Quando estreou no cinema, no início dos anos 50, todo mundo perguntava: "quem é essa menina alta e desengonçada?". Pouco mais tarde, os mesmos morderam a língua: era Audrey Hepburn, ou a eterna Bonequinha de Luxo (personagem que a consagrou no filme homônimo, de 1961). Sempre no papel principal, Audrey participou de filmes memoráveis e com parceiros do mesmo quilate, como Humphrey Bogart em Sabrina (1953). Ano a ano ela ia se ajustando ao ideal de beleza hollywoddiano, moldando-se no que realmente ela era: uma atriz viva, de beleza simpática e carinha de criança.

2º Lugar - Grace Kelly

Com uma carreira e vida relativamente curtas, Grace Kelly (1929-1982) tinha uma beleza definitivamente diferente. Parecia esculpida, com um olhar e um sorriso indescritíveis, atuou principalmente em filmes do mestre Hitchcock, como Disque M para matar e Janela Indiscreta (ambos de 1954) geralmente no papel da esposa fiel e exemplar, com uma sagacidade envolta por uma certa dose de inocência. Em Disque M para Matar, por exemplo, ela mata um bandido que invade a sua casa, em legítima defesa; porém, cá entre nós, quem acreditaria que uma divindade feito Grace seria capaz de matar por pura ira?

1º Lugar - Marilyn Monroe


Não tem jeito, o primeiro lugar vai para aquela que foi e ainda é a maior diva do cinema hollywoodiano : a insubstituível e sexy Marilyn Monroe. Quem a vê em comédias como Quanto mais quente Melhor (1959) não imaginava que ela ultrapassava a grade da moça bobinha com curvas volumosas. Marilyn era uma atriz em potencial, fazendo a vilã absoluta em Torrentes de Paixão (1953) e a vítima malvada de Almas Desesperadas (1952). Entretanto, em qualquer papel que fosse, Marilyn deixou um legado de fãs e seguidores, que queriam incontestavelmente ter presenciado a cena do vestido esvoaçante em O pecado mora ao lado (1955), que a consagrou como a mais linda mulher do cinema, e por que não da história do mundo?

domingo, 17 de maio de 2009

A droga da embalagem.


Muitos são os grandes clássicos do cinema; alguns indispensáveis como Casablanca e E o vento levou eu ainda não assisti, mas outros (vários, diga-se de passagem) me deixam em pendência: será que eu não entendi a história ou o filme não é tudo aquilo mesmo?

Um corpo que cai é um exemplo. Assisti-o há pouco tempo, ainda, e não que eu não tenha gostado; pelo contrário, gostei sim, só não entendo por quê é considerado a obra-prima de Hitchcock.
O filme tem boas cenas, fotografia minuciosa, e claro, a direção inigualável do mestre do suspense.

Porém, a trama se desenvolve de forma muito lenta e repetitiva; com Kim Novak no papel de uma mulher perturbada por espíritos do passado que é perseguida e investigada pelo detetive James Stewart (sócio de Hitchcock em seus filmes) que tem pavor de altura.

A história não me chamou a atenção antes da 1 hora e meia de filme, aonde temos uma reviravolta na trama, inimaginável até então. A partir daí que o longa começa a ficar interessante (pelo menos pra mim), ou seja por pouco mais de 30 minutos .

O final é extremamente repentino e estranho, e sinceramente, se tratando de Hitchcock, Os Pássaros e Janela Indiscreta são bem melhores.