Páginas

sábado, 23 de outubro de 2010

O Quarto do Pânico (2002)



Uma verdadeira batalha entre gato e rato te espera em "O Quarto do Pânico". O filme, realizado em 2002 sob direção de David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button), nos traz Jodie Foster vivendo a mulher recém-divorciada que, juntamente com a filha (Kristen Stewart), procura outro lar para viver. Quando as duas adquirem um casarão no centro de Manhattan, sequer imaginam que há um cofre secreto com uma grande fortuna dentro do local. E pior: três bandidos invadirão a casa na próxima noite. O suspense está montado. Ao perceber a presença dos meliantes, ela e sua filha se escondem no quarto que dá nome ao filme, que é revestido de aço. Porém, as coisas estão só para começar. O dinheiro que os ladrões procuram está justamente dentro do quarto do pânico. As duas podem acompanhar os seus movimentos através do circuito de câmeras, mas não podem ouvi-los. O contrário acontece com os bandidos, que não podem vê-las, mas sim escutá-las.


Fincher conduz com maestria este thriller, que destaca, sobretudo, a força da luta pela sobrevivência e do amor maternal. Outro detalhe interessante é a escala de maldade mostrada nos três bandidos. Um deles é verdadeiramente cruel, um nem tanto e o outro, brilhantemente vivido por Forest Whitaker, pasmem, é bondoso. Prepare-se para momentos de tensão e reviravoltas surpreendentes neste filme, que pode com facilidade ser encaixado na lista dos dez maiores suspenses dos anos 2000.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vício Maldito (1962)

O diretor Blake Edwards nos brinda com uma terrível viagem pelo mundo do álcool em "Vício Maldito", de 1962. É a história de Joe (Jack Lemmon) que conhece a chocolátra Kirst (Lee Remick) e logo na primeira oportunidade a convida para jantar. Tudo ocorre perfeitamente bem na ocasião. Joe propõe um drink à Kirst, que recusa, dizendo não beber. Eis que ele pede ao garçom um drink especial de chocolate. É o primeiro passo para que o casal engatilhe uma sequência de anos mergulhados no vício do álcool.

A temática, milimetricamente conduzida por Edwards e sua equipe, já havia sido o enfoque principal de "Farrapo Humano", de 1945. Nele, nos deparamos com o álcoolatra interpretado por Ray Milland, que já em estágio avançado, é capaz de qualquer coisa para obter o próximo gole de bebida. Em "Vício Maldito", por sua vez, podemos acompanhar gradativamente os efeitos e consequências provocados pelo consumo desenfreado de álcool, além do grau de dependência à que ele chega a vitimar o casal.

À medida que o filme avança, nos colocamos em dúvida: o verdadeiro amor que o casal é rodeado seria unicamente pela garrafa de bebida? O final dispensa comentários. "Vício Maldito" foi indicado em 5 categorias do Oscar, entre ator (Lemmon) e atriz (Remick). Faturou a estatueta de melhor canção original, por "Days of Wine and Roses", de Henry Mancini.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A dieta do Palhaço



Você gostaria de comer sanduíche e beber refrigerante todos os dias? Para muitos, um sonho. Para outros, nem tanto. Em 2004, o americano Morgan Spurlock resolveu realizar uma façanha alimentícia até então inédita: passar 1 mês se alimentando somente de produtos Mc Donald's. A experimentação, registrada em vídeo e lançada como o documentário "Super Size Me" foi um tapa na cara das redes de fast food. Recheado de estatísticas, o filme nos mostra dados impressionantes sobre a sociedade norte-americana, que naquele ano era considerada a mais obesa do planeta, e ainda detém o título mundial.



Spurlok realizou uma série de exames médicos antes de iniciar a dieta. Recebeu acompanhamento de vários profissionais da saúde, como cardiologistas e nutricionistas. Ao longo das semanas, acompanharemos o repetitivo cotidiano do rapaz, que já no 3º dia sente forte desconforto estomacal. Paralelamente, há histórias e entrevistas com os mais diversos tipos de pessoas, desde atendentes até consumidores dos lanches. Em determinado momento, são selecionadas cerca de cinco crianças, que devem responder qual é a personalidade mostrada em fotografia. Todas reconhecem o palhaço Ronald McDonald, que simboliza a rede de lanchonetes. Porém, todas elas inacreditavelmente desconhecem a figura de Jesus Cristo. Através deste fato, é possível observar tamanha a influência da marca, dentro e fora da mídia.


Na metade do mês, Spurlok já sentia frequentemente os efeitos decorrentes da má alimentação. Seu colesterol havia subido 65 pontos, ultrapassando o limite recomendável. A sua esposa, curiosamente vegetariana, percebeu queda no rendimento sexual do marido, que já possuía dificuldade até mesmo na ereção, além da perda de vigor na cama. Durante todo este mês, ela já estava elaborando a dieta desintoxicante, que o marido deveria seguir após sua experimentação. No último dia, Spurlok afirmou que não via a hora de comer outra coisa, além de sanduíches, refrigerantes e sorvetes. Resultado final: ganho de 10 quilos de peso, desgates físicos e emocionais, incluindo dores de cabeça, estomacais e constantes momentos de baixo astral. O rapaz demorou mais de um ano para recuperar a sua velha forma.


O filme serve como uma fábula moderna, destacando também a resistência das empresas alimentícias, que não procuram modificar as suas opções de produtos, tampouco suas tabelas nutricionais. Em uma das entrevistas, sobre qual deveria ser a frequência de consumo de lanches e guloseimas do gênero, a resposta das nutricionistas foi unânime: NUNCA!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carrie, a estranha


Uma das obras máximas do aclamado diretor Brian de Palma e um clássico absoluto do terror, "Carrie, a estranha" arrastou multidões aos cinemas em 1976. Sissy Spacek vive a personagem-título, e na cena inicial, no vestiário da escola, já podemos perceber o quanto Carrie é humilhada pelas colegas. Spacek, em sua competente atuação, cria uma personagem com medo da própria sombra. Mas o termo "estranha" só é mesmo confirmado quando, ao longo do filme, sabemos que Carrie possui poderes paranormais, sendo capaz de mover objetos apenas com a força do pensamento. Os instantes em que a jovem pratica a telecinética são embalados por sons quase idênticos ao da trilha sonora de "Psicose", finalmente criando o verdadeiro clima de terror à fita, juntamente com a casa em que Carrie vive, que por si só, pode ser considerada um dos cenários mais representativos do universo dos filmes de terror.

A garota é educada neuroticamente pela mãe, uma fanática religiosa, vivida pela brilhante Piper Laurie. Carrie, cuja rotina é banhada pelo sofrimento, mal acredita quando é convidada para ser o par de um dos garotos de sua sala durante o baile de formatura. A príncipio ela não aceita, com medo de ser apenas mais uma brincadeira, e também por medo da mãe, que a repreende violentamente. Por fim, ela vai ao vaile. A supresa é maior ainda quando ela e Tommy são eleitos o casal preferido da noite. No entanto, o filme, que parecia terminar bem, toma outro bizarro e surpreendente final.

No longa podemos nos deparar com um jovem John Travolta, ainda em um dos seus primeiros trabalhos no cinema. A história de Carrie, originalmente escrita pelo mestre Stephen King, rendeu uma segunda versão ao filme, realizada para a televisão norte-americana, em 2002.