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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carrie, a estranha


Uma das obras máximas do aclamado diretor Brian de Palma e um clássico absoluto do terror, "Carrie, a estranha" arrastou multidões aos cinemas em 1976. Sissy Spacek vive a personagem-título, e na cena inicial, no vestiário da escola, já podemos perceber o quanto Carrie é humilhada pelas colegas. Spacek, em sua competente atuação, cria uma personagem com medo da própria sombra. Mas o termo "estranha" só é mesmo confirmado quando, ao longo do filme, sabemos que Carrie possui poderes paranormais, sendo capaz de mover objetos apenas com a força do pensamento. Os instantes em que a jovem pratica a telecinética são embalados por sons quase idênticos ao da trilha sonora de "Psicose", finalmente criando o verdadeiro clima de terror à fita, juntamente com a casa em que Carrie vive, que por si só, pode ser considerada um dos cenários mais representativos do universo dos filmes de terror.

A garota é educada neuroticamente pela mãe, uma fanática religiosa, vivida pela brilhante Piper Laurie. Carrie, cuja rotina é banhada pelo sofrimento, mal acredita quando é convidada para ser o par de um dos garotos de sua sala durante o baile de formatura. A príncipio ela não aceita, com medo de ser apenas mais uma brincadeira, e também por medo da mãe, que a repreende violentamente. Por fim, ela vai ao vaile. A supresa é maior ainda quando ela e Tommy são eleitos o casal preferido da noite. No entanto, o filme, que parecia terminar bem, toma outro bizarro e surpreendente final.

No longa podemos nos deparar com um jovem John Travolta, ainda em um dos seus primeiros trabalhos no cinema. A história de Carrie, originalmente escrita pelo mestre Stephen King, rendeu uma segunda versão ao filme, realizada para a televisão norte-americana, em 2002.

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