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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Bio - Joan Crawford



Hollywood sempre nos brindou com grandes filmes e estrelas da sétima arte. Joan Crawford foi uma delas. Nascida em 1905, salvo
controvérsias, era filha de pais separados e iniciou sua trajetória no cinema com 20 anos de idade, no filme "Lady of the Night", como
dublê da atriz Norma Shearer. Na época, Crawford ostentava um visual simples e sorriso singelo, sendo automaticamente
escalada para papéis secundários, como aconteceu em 1927, em "O Monstro do Circo", com Lon Chaney, que resultou
no que seria provavelmente o pontapé inicial para o estrelato.

Nos início dos anos 30, eis que explodia a sua mais expressiva beleza, adotando agora cabelos mais bem tratados, corpo mais magro
e, um novo sorriso, privilegiado naturalmente com o passar destes últimos anos. Em "Grande Hotel", considerado o primeiro filme
all-star da história, conta-se que Crawford e Greta Garbo não queriam contracenar juntas. Curioso ou não, Crawford roubou
a cena e se tornou a grande personagem do filme, acima mesmo da protagonista Garbo.

"Grande Hotel" faturou o Oscar de Melhor Filme de 1932, e realmente foi um divisor de águas na Trajetória Crawford.
Os anos 30 foram marcados também pelas parcerias com Clark Gable (foram oito filmes no total), que renderam milhões aos bolsos
dos chefões da Metro Goldwyn Mayer.

Joan Crawford foi a principal "veneno de bilheteria" desta década, sendo apelidada pelos críticos de cinema como "The Face", ou na livre
tradução, "O Rosto". A sociedade assistia aos seus filmes mais pelo peso de seu nome do que pelo seu potencial artístico, ainda imaturo.
No início dos anos 40, Joan sofreria declínio na vida pessoal e profissional. Seu primeiro marido a abandonava e a MGM estava
descontente com o seu desempenho nas bilheterias, claramente pior do que era há 5 ou 6 anos. A grande chance estaria em integrar o elenco
de "... E o vento levou", de 1939, para interpretar a lendária Scarlett O' hara. No entanto, o papel, como todos sabem, ficou com Vivien Leigh.

A estrela perdia seu brilho. Seu novo apelido era "pé-frio", e nada parecia como antes. Seu último filme no estúdio do leão foi "Os insuspeitos", com
Fred MacMurray, em 1943. A partir daí sua carreira ficaria estagnada.

No entanto, em 1945, Crawford foi contratada por Jack Warner, para fazer parte do seu time de astros. E o produtor colocou fé na atriz. A escalou para o
papel principal do novo filme de Michael Curtiz, diretor que ainda era prestigiado pelo sucesso de Casablanca, há dois anos. "Mildred Pierce" era o nome
do filme e da personagem vivida por Crawford. O melodrama, que intensificou o gênero noir, popular nos anos 40, foi um enorme sucesso. Recebeu seis
indicações ao Oscar, incluindo "Melhor Atriz", o qual Joan arrematou naquele ano, com uma forte febre em sua cama.

Começava uma nova era. Joan Crawford era a fênix do cinema. Sua carreira estava em resurreição, e ela finalmente recebia o status
de estrela absoluta e incontestável. Nos anos seguintes ela engatilharia uma sequência de excelentes filmes, como "Acordes do Coração", "Fogueira de Paixão", que
rendeu sua segunda indicação ao Oscar, "Daisy Kenyon", de Otto Preminger e "Caminho da Redenção", segunda e última parceria com Curtiz.

Uma nova década se iniciava, e Crawford certamente tinha medo de sofrer outra suposta reviravolta em sua carreira. Realmente ela aconteceria. Após três
filmes com o diretor Vincent Sherman, entre 1950 e 1951, Crawford abandonaria os estúdios Warner. Seu primeiro longa como estrela independente, "Precipícios
d'Alma", por sua vez, trouxe muita insegurança para ela. O "galã" Jack Palance era com certeza o menos atraente com quem ela já tinha trabalhado. No entanto,
o filme foi um estouro de bilheteria, e indicou Crawford pela terceira e última vez ao Oscar.

Posteriormente, a atriz adotaria uma postura mais versátil na escolha de seus papéis. No ano seguinte após "Precipícios d'Alma", ela participou do musical "Se eu soubesse amar", o primeiro longa colorido de sua carreira. A seguir, em 1954, o faroeste "Johnny Guitar", o suspense "Frenesi de Paixões" e os dramas "Os amores secretos de Eva" e "Folhas Mortas" concluiriam a sua meta de versatilidade para aquela década. Em 1958, ela participaria pela primeira vez como coadjuvante após mais
de 20 anos, em "Sob o Signo do Sexo", encerrando seus trabalhos dos anos 50, e se dedicando agora paralelamente à diretoria da Pepsi Cola.

Uma nova década entrava, e mais uma vez, Crawford temia possíveis declínios em sua vida. Poderia ser, afinal ela estava há dois anos sem atuar e só em 1962 teria uma nova oportunidade no ambicioso "O que terá acontecido à Baby Jane?", ao lado de sua rival de profissão Bette Davis. Foi um duelo de titãs, tanto nos bastidores como nas cenas deste suspense dirigido por Robert Aldrich, que foi o maior sucesso da Warner desde Casablanca.

Após a enorme repercurssão do filme, Crawford foi sondada novamente por Aldrich para viver Miriam, a prima de Bette Davis em "Com a maldade na Alma". No entanto, as divergências entre as duas damas de Hollywood impossibilitaram a presença de Joan no longa. Mesmo assim, "The Face" resolveu investir seu talento no gênero terror, e no final de 1963, fez uma parceria com o diretor William Castle, na época considerado o mestre do terror, e protagonizou "Almas Mortas" e "Eu vi que foi Você".
Em 1968 e 1970, ela faria os dois últimos longas de sua carreira, "Berserk" e "Trog", ambos filmes B, considerados fracos diante dos outros que participou. E assim, encerrava a sua trajetória de 45 anos dedicados à sétima arte.

Não faltaram convites para filmes na década de 70. No entanto, Crawford já havia deixado bem claro em uma participação na série "The Lucy Show", que não queria mais atuar, embora as pessoas sentissem sua falta nas telonas. Em 1977, a atriz faleceria em seu apartamento em decorrência de um câncer.

domingo, 15 de agosto de 2010

Sangue e água



O maior sucesso de Alfred Hitchcock é também o mais eternizado de todos. "Psicose", de 1960, consagrou definitivamente o mestre do suspense, se tornando um clássico instântaneo do terror. Várias são as menções, paródias e homenagens ao filme. A cena do assassinato no chuveiro, bem como sua famosa trilha sonora, entrou para a lista das cenas mais memoráveis do cinema de todos os tempos. Conta-se que essa cena demorou semanas para ser concluída, visto que era filmada por dezenas de câmeras. Uma ambiciosa filmagem para a época.

O longa narra a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba pequena fortuna de seu chefe. Sua fuga pela estrada é embalada pela trilha sonora tensa, até que após um dia de viagem ela se depara com um hotel de estrada. Lá, é recebida pelo próprio dono do estabelecimento, Norman (Anthony Perkins, no papel que o rotulou). Assim, Marion adentra no quarto, tira as roupas, entra no chuveiro e o resto você já sabe, ou pelo menos imagina.

No setor de coadjuvantes, há brilhantes artistas, como Vera Miles, uma das preferidas de Hitchcock. Ao longo da trama, veremos destacadamente o conturbado relacionamento entre Norman e sua mãe. Tema, aliás, frequentemente utilizado pelo diretor, bem como o mocinho injustiçado e perseguido.

"Psicose" contou com um baixo orçamento. Hitchcock, conforme contrato, deveria realizar um filme em pouco tempo e com pequenos custos. Foram tostões que valeram a pena. O longa foi calorosamente recebido pelos espectadores. As críticas foram mornas. Obteve 04 indicações ao Oscar, incluindo Diretor para Hitchcock e Atriz Coadjuvante para Leigh.

O filme teve três sequencias. Todas elas extremamente inferiores ao clássico de Hitchcock.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Taxi Driver


O filme de Martin Scorsese é um mergulho no universo sórdido e preconceituoso da sociedade americana dos anos 70. Robert De Niro é Travis, um taxista insone e com o cotidiano atribulado. Ao longo da madrugada ele transporta as mais diversas pessoas, desde o candidato à presidência até mesmo bêbados e loucos.


Os espectadores geralmente associam De Niro à papéis mais durões e violentos. No entanto, não é o que observamos até pouco mais de 1 hora de filme, quando seu personagem se interessa obsessivamente por armas de fogo, aficcionado pela ideia de "limpar o lixo humano" que inunda as ruas. É a partir daí que sua sanidade se torna questionável.


Paralelamente, ele conhece Iris (Jodie Foster, em um dos seus primeiros trabalhos no cinema), uma prostituta barata e desorientada. Menor de idade, inclusive. Travis, por sua vez, se recusa a ter relação sexual com a moça. Ele planeja tirá-la do mundo da prostituição."Taxi Driver" retrata o lado cruel do mundo em que vivemos: há cenas de assalto, preconceito, vandalismo, sexo pervertido e violência barata.


O filme, considerado um dos 100 melhores já feitos pelo cinema, obeteve 4 indicações ao Oscar (Filme, Ator, Atriz Coadjuvante e Trilha Sonora), e se consolidou como um clássico absoluto da década de 70.