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domingo, 26 de setembro de 2010

Pequena Miss Sunshine - She's alright, she's alright


A grande surpresa de 2006, o divertidíssimo "Pequena Miss Sunshine" calou a boca dos que diziam que um filme só é realmente bom quando ocorrem altos investimentos para realizá-lo. O longa de Jonathan Dayton e Valerie Faris demorou vários meses para ser concluído. Para se ter uma ideia, Steve Carrel ainda não havia filmado "O Virgem de 40 Anos", de 2005, que o consagrou como um das grandes revelações da comédia, quando topou atuar em "Pequena Miss Sunshine". Tudo começa quando Olive (Abigail Breslin) assiste pela televisão ao concurso de beleza pré-adolescente que dá nome ao filme. O sonho da garota é desfilar na passarela do evento e concorrer ao prêmio principal.

A família de Olive, no entanto, é desunida, e a príncipio se mostram totalmente desinteressados a encarar horas e horas de viagem para levar a menina ao concurso. Tampouco apoiam seu desejo. Cabe ao pai (Greg Kinnear), convencer todos de, enfim, pegar a estrada na perua amarela, veículo que simbolizou o filme. Ao longo do passeio, prepare-se para muitas surpresas e revelações. A família finalmente entrará em sintonia e passará por momentos inesquecíveis, embalados primordialmente pelo bom humor, pitadas de drama e com uma trilha sonora maravilhosa. Viaje pelos fantásticos mundos particulares de um garoto que sonha ser piloto de avião, um homem que ainda sofre com o fim de seu relacionamento e um avô viciado em drogas. O filme conta com um elenco competente, como Toni Colette (O sexto sentido) e Alan Arkin (Um clarão nas trevas), que faturou o Oscar de melhor ator coadjuvante daquele ano.

O enorme sucesso desta produção talvez se deva à simplicade e lealdade com que foi conduzida, qualidades tão raras de se ver atualmente no universo hollywoodiano. Considerado pelos críticos como um dos 1001 filmes inesquecíveis de todos os tempos, "Pequena Miss Sunshine" se consolidou como uma das obras mais fieis da nossa geração e se tornou um clássico dos anos 2000. Realmente imperdível.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

KILL BILL ! \o/


Talvez uma das series de filmes mais marcantes e representativas dos anos 2000, a saga Kill Bill, de Quentin Tarantino, trouxe personagens e momentos iconicos para a historia do cinema. O longa eh narrado descronologicamente, de forma que nao eh possivel dividi-lo em começo e meio. Apenas o final esta em seu devido lugar, apos uma sequencia de flashbacks. Eh a historia de Beatrix Kiddo, ex-participante de uma facçao criminosa que a espanca e a deixa a beira da morte, gravida e durante o seu casamento. Apos acordar de um coma de quatro anos, ela busca vingança.

O modo como Tarantino conduz a sua obra, valorizando acima de tudo o som e a imagem, fez desses filmes verdadeiros marcos da cultura pop contemporanea. Ha momentos de extrema violencia, mas que sao firmemente atenuados pela trilha sonora e humor negro cuidadosamente selecionados. A primeira parte da saga foi considerada pelos criticos como um dos 1001 filmes imperdiveis de todos os tempos. No entanto, o melhor momento, na minha opiniao, se encontra no Volume II, com o duelo empolgantemente divertido entre A Noiva (Beatrix Kiddo) e Elle Driver (a caolha inescrupulosa).

*os acentos do meu teclado mandaram lembrança ;*

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Muito além do Jardim


Em 1979, o diretor Hal Ashby, até então desconhecido do grande público, ousou adaptar a obra de Jersy Konzinsky: "Being There". O astro Petter Sellers, consagrado pela série de filmes da Pantera Cor de Rosa, chegou a mandar um telegrama para Konzinsky, demonstrando a sua enorme vontade de interpretar a personagem principal. Pois bem, Ashby realizou um dos maiores filmes daquele ano: "Muito Além do Jardim". Nele, o funcionário Chance (Sellers) é obrigado a encarar a vida de frente após a morte do patrão. Não seria um grande problema se ele soubesse como era a vida real. O fato é que Chance jamais havia saído da mansão em que trabalhava, e desde criança uma das suas poucas companhias era o jardim que cuidava e a televisão . A cena da saída do jardineiro da casa é embalada pelo tema do "Homem na Lua", metaforizando os primeiros passos de um homem em um território totalmente desconhecido.

O destino, por sua vez, é gentil com Chance, que após prensar a perna na limusine de um magnata (Melvyn Douglas, em papel que lhe deu o Oscar), é convidado por ele e sua esposa Eve (Shirley MacLaine) à passar a estadia de recuperação em seu casarão. Ao longo do filme, Chance conhece o então presidente americano, e se torna uma famosidade nacional, devido ao seu bom humor e vocabulário sucinto. Na verdade, o jardineiro beira o retardo mental e desconhece o significado da maioria das palavras, se restringindo à proferir as mais básicas do cotidiano, como "sim", "não" e "obrigado". Mesmo assim, ele conquista o coração de Eve, puramente pela sua simplicidade.

O filme se desenvolve em tom de fábula, cuja moral da história mostra quão a realidade pode ser diferente fora das telas, que se acompanhadas em exaustão, acabam alienando o público e limitando significativamente a capacidade de raciocínio, como ocorreu com Chance.