
A grande surpresa de 2006, o divertidíssimo "Pequena Miss Sunshine" calou a boca dos que diziam que um filme só é realmente bom quando ocorrem altos investimentos para realizá-lo. O longa de Jonathan Dayton e Valerie Faris demorou vários meses para ser concluído. Para se ter uma ideia, Steve Carrel ainda não havia filmado "O Virgem de 40 Anos", de 2005, que o consagrou como um das grandes revelações da comédia, quando topou atuar em "Pequena Miss Sunshine". Tudo começa quando Olive (Abigail Breslin) assiste pela televisão ao concurso de beleza pré-adolescente que dá nome ao filme. O sonho da garota é desfilar na passarela do evento e concorrer ao prêmio principal.
A família de Olive, no entanto, é desunida, e a príncipio se mostram totalmente desinteressados a encarar horas e horas de viagem para levar a menina ao concurso. Tampouco apoiam seu desejo. Cabe ao pai (Greg Kinnear), convencer todos de, enfim, pegar a estrada na perua amarela, veículo que simbolizou o filme. Ao longo do passeio, prepare-se para muitas surpresas e revelações. A família finalmente entrará em sintonia e passará por momentos inesquecíveis, embalados primordialmente pelo bom humor, pitadas de drama e com uma trilha sonora maravilhosa. Viaje pelos fantásticos mundos particulares de um garoto que sonha ser piloto de avião, um homem que ainda sofre com o fim de seu relacionamento e um avô viciado em drogas. O filme conta com um elenco competente, como Toni Colette (O sexto sentido) e Alan Arkin (Um clarão nas trevas), que faturou o Oscar de melhor ator coadjuvante daquele ano.
O enorme sucesso desta produção talvez se deva à simplicade e lealdade com que foi conduzida, qualidades tão raras de se ver atualmente no universo hollywoodiano. Considerado pelos críticos como um dos 1001 filmes inesquecíveis de todos os tempos, "Pequena Miss Sunshine" se consolidou como uma das obras mais fieis da nossa geração e se tornou um clássico dos anos 2000. Realmente imperdível.
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