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domingo, 15 de agosto de 2010

Sangue e água



O maior sucesso de Alfred Hitchcock é também o mais eternizado de todos. "Psicose", de 1960, consagrou definitivamente o mestre do suspense, se tornando um clássico instântaneo do terror. Várias são as menções, paródias e homenagens ao filme. A cena do assassinato no chuveiro, bem como sua famosa trilha sonora, entrou para a lista das cenas mais memoráveis do cinema de todos os tempos. Conta-se que essa cena demorou semanas para ser concluída, visto que era filmada por dezenas de câmeras. Uma ambiciosa filmagem para a época.

O longa narra a história de Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba pequena fortuna de seu chefe. Sua fuga pela estrada é embalada pela trilha sonora tensa, até que após um dia de viagem ela se depara com um hotel de estrada. Lá, é recebida pelo próprio dono do estabelecimento, Norman (Anthony Perkins, no papel que o rotulou). Assim, Marion adentra no quarto, tira as roupas, entra no chuveiro e o resto você já sabe, ou pelo menos imagina.

No setor de coadjuvantes, há brilhantes artistas, como Vera Miles, uma das preferidas de Hitchcock. Ao longo da trama, veremos destacadamente o conturbado relacionamento entre Norman e sua mãe. Tema, aliás, frequentemente utilizado pelo diretor, bem como o mocinho injustiçado e perseguido.

"Psicose" contou com um baixo orçamento. Hitchcock, conforme contrato, deveria realizar um filme em pouco tempo e com pequenos custos. Foram tostões que valeram a pena. O longa foi calorosamente recebido pelos espectadores. As críticas foram mornas. Obteve 04 indicações ao Oscar, incluindo Diretor para Hitchcock e Atriz Coadjuvante para Leigh.

O filme teve três sequencias. Todas elas extremamente inferiores ao clássico de Hitchcock.

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